2013
O ano de 2013 foi um ano marcante em diversos aspectos para o Brasil, o povo foi as ruas para protestar contra o aumento das tarifas de ônibus, ou mesmo contra as tarifas de transportes públicos, uma forte repressão policial, com violência, levou a que milhares de pessoas parassem o Brasil por alguns dias. As reivindicações foram as mais diversas possíveis, saúde, educação e segurança sempre à frente. Os atos de vandalismos fechavam as passeatas. Quebradeiras, saques, agressões, os chamados Black Bloques se responsabilizaram por isso, o que eles queriam ou o que eles querem acho que nem eles sabem.
Isso tudo resultou em algumas ações iniciais por parte das autoridades, e estas ditas autoridades correram para se alinhar com os discursos das ruas e angariar votos ou simpatizantes. Medidas desmedidas foram tomadas e anunciadas, como plesbicito, que deu em nada. Outras como a importação imediata de milhares de médicos se concretizou, na verdade se concretizou algo já há tempos negociado entre o governo Brasileiro e os irmãos Castro o programa “mais médicos”. Esse programa se tornou a plataforma para o Ministro da Saúde Alexandre Padilha pleitear o governo de São Paulo em 2014.
O ano de 2013 marcou também pela concretização do julgamento de vários políticos acusados de uma trama de compra de votos de grande vulto, chamado de “mensalão”. Prisões de grandes nomes ligados ao governo ocorreram e mostram que mais coisas virão.
Em nossa cidade as coisas caminham de vento em popa, escolas, viaduto, creches, várias unidades de saúde entregues e um convênio aprovado na câmara municipal introduz a parceria compartilhada do município e a Associação educativa Evangélica para a administração da Unidade de Pronto Atendimento Dr. Alair Mafra Andrade.
A todos os leitores da folha 670 meus sinceros votos de feliz Ano Novo, repleto de paz, amor e fé em Deus.
Crônicas do Dr. Marcelo Daher, folha 670
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
sábado, 21 de dezembro de 2013
A castanha da vida
Em um recente artigo publicado em uma revista conceituada no meio médico, a new england journal of medicine, cientistas usaram dois enormes estudos com populações e avaliaram em quanto o consumo de castanha estava relacionado com a diminuição da mortalidade em 30 anos.
A analise extremamente difícil, por todos os viés existentes, avaliou as pessoas que nunca comiam castanhas, quem comia 1 vez por semana, 2 a 4 vezes , 5 a 6 vezes e mais de sete vezes por semana. A conclusão foi de quem comeu mais castanha viveu mais.
A analise de cerca de 75 mil pessoas pode ser um grande achado, entretanto no editorial da mesma revista um alerta para a analise.
Os autores perceberam que a ingestão de castanhas está relacionada também a uma vida mais saudável, seja alimentar, seja em atividade física e quem ingere mais de 7 vezes por semana estes dois itens são mais freqüentes. Perceberam também que a baixa ingesta esta relacionada ao oposto, com maior uso de cigarro e álcool.
Em outra analise, a dieta do mediterrâneo está relacionada a uma menor mortalidade por problemas cardíacos e nela existe um aporte grande de castanhas , pode ser que o achado do trabalho seja de fato real e não um viés de estudo.
Devemos lembrar que o consumo de castanhas deve ser feito com moderação, pois elas são ricas em óleos e gorduras, uma verdadeira fonte de energia, mas podem levar a um aumento dos níveis de colesterol e trigliceridios. E mais uma vez recomendar que uma atitude de vida positiva, com atividade física regular e alimentação rica em legumes, vegetais e frutas será sempre associada a qualidade de vida melhor.
Meus sinceros votos de feliz Natal a todos os nossos leitores da folha 670, que o amor de Cristo abençoe a todos, ilumine os nossos lares e que possamos fazer ao próximo o que faríamos a nós mesmos.
A doença descoberta por Carlos Chagas
O Governo Federal comemora os dez anos do Programa Bolsa Família e se gaba de ter reduzido a mortalidade infantil, se esquece de grandes nomes da Medicina brasileira que, esses sim, contribuíram de maneira inegável para a saúde no Brasil e no mundo.
No inicio do século XX um jovem de nome Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas pesquisando a malária viu-se de frente com insetos infectados com um microrganismo, o inseto era o barbeiro e infestava casas construídas de pau a pique no interior de Minas Gerais, o microrganismo o Trypanossoma, que em homenagem a seu mestre Dr. Osvaldo Cruz, chamou de Trypanosoma cruzy. Continuando sua investigação o genial Carlos Chagas se deparou com crianças doentes e analisando seu sangue, encontrou o mesmo microrganismo do barbeiro, a partir dai ele conseguiu descrever todo o ciclo da doença que leva seu nome, Doença de Chagas. Um feito inédito, a descrição completa desde o agente causador(agente etiológico), agente transmissor ( barbeiro) e ciclo total da doença no homem. A menina Berenice de dois anos e que sofria de febre e fraqueza extrema foi a primeira a ter identificado no sangue a doença de Chagas.
A publicação do seu trabalho foi feita em um jornal médico alemão e revelou para o mundo a nova doença. Recebeu títulos honorários em diversas sociedades médicas em diferentes partes do mundo.
Consegiu recursos junto a Fundação Rockfeller para diversas pesquisas no instituto.
Enfrentou críticas e colocações que punham em dúvida sua descoberta, todas derrubadas com dados irrefutáveis.
Trabalhou por 4 anos na região amazônica onde enfrentou um surto de malária e se revoltou com o descaso das autoridades para com aquela região e sua população.
Foi Diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública do governo de Epitácio Pessoa, sucedeu Osvaldo Cruz em BioManguinhos, recebeu Albert Eistein no Rio de Janeiro, morreu aos 55 anos de infardo do miocárdio em casa no Rio de Janeiro
Verificação padrão
quando levamos nosso carro para uma revisão em uma oficina, existe uma operação padrão a ser seguida inicialmente, uma lista de pontos a serem seguidos para correta verificação e garantir que pontos importantes sejam averiguados.
em um voo o piloto deve fazer uma operação padrão inicial também seguindo um roteiro pré estabelecido, e isso se repete em uma enormidade de empresas.
Na medicina isso começa a se mostrar altamente produtivo e valioso para o paciente. Verificações antes, durante e após uma cirurgia, a chamada cirurgia segura, passarão a ser exigidas e farão parte de todo um procedimento chamado segurança do paciente.
Na cirurgia segura a verificação inicial se faz com todos os atores na sala, se diz o nome de toda a equipe, do paciente e qual procedimento será realizado. Por exemplo, Sr. Fulano de Tal, 56 anos, cirurgia da perna direita, o paciente ainda esta acordado nesta hora e também verifica o ato. No momento cirúrgico a verificação se faz com a contagem de material antes e após e no final com o cirurgião dando as recomendações finais, bem como se houve alguma intercorrëncia.
A identificação do paciente na sua chegada ao hospital, com a criação de pulseiras de identificação ou cartões de informação e a sua classificação de risco também ocorrerão.
O rigor no preparo e aplicação dos medicamentos, verificando o medicamento, na dose e horário e para o paciente correto.
Isso irá garantir mais segurança para o paciente e mais confiança para a equipe, diminuindo a chance de erros.
A lista de verificações se faz necessária em vários atos médicos, como um simples curativo ou o passar de um dispositivo venoso (cateter).
Para a equipe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar esta rotina será de grande valia e ajudará com certeza a reduzir os índices de infecção.
A OMS encabeça uma campanha para a implantação da segurança do paciente em todos os hospitais e o Brasil aceitou este desafio e trabalha para que isso aconteça. Precisamos do apoio dos Diretores dos Hospitais e de toda a equipe médica para que isso se torne uma realidade para todos.
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